Ciências Aeronáuticas

Ciências Aeronáuticas: Vale a pena para pilotos? | AEROTD

Piloto de Avião Rogério Mercandil

Charles Hardt

Postado em 23 de July de 2026

Após 15 anos de atuação profissional, o comandante Rogério Mercaldi decidiu retornar aos estudos e iniciar uma nova etapa em sua trajetória na aviação

Mesmo depois de aproximadamente 15 anos de profissão e com uma carreira consolidada, o comandante Rogério Mercaldi, da aviação executiva, decidiu ampliar sua formação por meio do curso superior de Ciências Aeronáuticas.

Conhecido por compartilhar em seu perfil @ro.mercaldi experiências, viagens e situações reais dos bastidores da aviação executiva, o comandante apresenta uma perspectiva construída a partir da vivência prática no setor. Em sua descrição profissional, ele se identifica como comandante de aviação executiva e destaca os bastidores reais do cockpit e sua experiência voando por diferentes partes do mundo.

Sua decisão demonstra que a formação acadêmica não precisa acontecer apenas no começo da carreira. Ela também pode representar uma oportunidade de atualização, aprofundamento técnico e preparação para novos desafios profissionais.

“Mesmo depois de 15 anos de profissão e com a carreira, de certo modo, estabilizada, iniciei agora a faculdade de Ciências Aeronáuticas.”

Faculdade não substitui a formação prática do piloto

Um dos primeiros pontos destacados pelo comandante é a necessidade de compreender corretamente o papel da graduação.

O curso superior de Ciências Aeronáuticas não substitui as licenças, habilitações, exames, certificados médicos e horas de voo exigidos para o exercício da profissão de piloto.

No Brasil, os requisitos para a concessão da licença de Piloto Comercial são regulamentados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Entre eles estão idade mínima, escolaridade, licença anterior, experiência de voo, conhecimentos teóricos, aptidão médica e aprovação em exame de proficiência. A graduação superior não aparece como uma exigência geral para a emissão dessa licença.

Portanto, é importante diferenciar dois aspectos:

Formação aeronáutica profissional: envolve as etapas regulatórias necessárias para obter licenças e habilitações de piloto.

Formação acadêmica: amplia conhecimentos, desenvolve competências profissionais e pode ser valorizada pelo mercado de trabalho.

A graduação não transforma automaticamente o estudante em piloto nem substitui a instrução prática. Entretanto, pode complementar de maneira significativa a preparação de quem pretende construir uma carreira de longo prazo na aviação.

Um diferencial em processos seletivos

Embora a graduação não seja uma exigência da ANAC para a licença de Piloto Comercial, algumas empresas podem incluir o ensino superior entre os requisitos ou diferenciais de seus processos seletivos.

Em um processo para contratação de copilotos divulgado oficialmente pela LATAM Airlines Brasil em junho de 2025, por exemplo, constavam entre os requisitos curso superior completo, licença de Piloto Comercial de Avião, habilitações IFRA (Habilitação de Voo por Instrumentos Avião) e MLTE(Habilitação de Classe Multimotor Terrestre) ou de tipo, além de outras certificações e experiências operacionais.

Assim, quando uma vaga exige IFRA e MLTE, geralmente procura um piloto habilitado para voar por instrumentos e operar aviões multimotores terrestres. Essas habilitações são tratadas na regulamentação de licenças e habilitações de pilotos da ANAC.

Esse exemplo ajuda a compreender a observação feita pelo comandante:

“A faculdade não é obrigatória para a profissão, mas pode representar um diferencial muito grande e valer pontos em determinados processos seletivos.”

É necessário ressaltar que os critérios de contratação podem mudar de acordo com a companhia, o cargo, a necessidade operacional e o período da seleção. Dessa forma, o candidato deve sempre consultar o regulamento oficial de cada oportunidade.

Ainda assim, quando profissionais possuem experiências de voo e qualificações semelhantes, uma graduação relacionada ao setor pode demonstrar:

  • conhecimento mais amplo sobre a atividade aérea;
  • capacidade de análise e tomada de decisão;
  • familiaridade com gestão e operações;
  • disciplina para conciliar estudos e carreira;
  • interesse em desenvolvimento profissional contínuo.

O diploma, isoladamente, não garante uma contratação, mas pode fortalecer o conjunto de competências apresentadas pelo candidato.

Conhecimento além das matérias exigidas para as licenças

Durante a formação prática, escolas de aviação e Centros de Instrução de Aviação Civil trabalham os conhecimentos e treinamentos necessários para a obtenção de licenças e habilitações.

Já uma graduação em Ciências Aeronáuticas pode proporcionar uma visão mais abrangente sobre o funcionamento do setor, abordando assuntos relacionados a:

  • gestão de empresas e organizações aeronáuticas;
  • segurança operacional;
  • planejamento e administração;
  • legislação e regulamentação;
  • operações aéreas;
  • infraestrutura aeroportuária;
  • fatores humanos;
  • tomada de decisão;
  • comunicação e liderança;
  • desenvolvimento de projetos.

Na AEROTD, o bacharelado em Ciências Aeronáuticas busca preparar profissionais para enfrentar desafios administrativos do setor, reconhecer e solucionar problemas, desenvolver pensamento estratégico e participar de processos decisórios complexos.

Isso significa que a graduação não se limita ao cockpit. Ela ajuda o estudante a compreender a aviação como um sistema composto por empresas aéreas, aeroportos, oficinas, órgãos reguladores, centros de instrução, operadores, prestadores de serviços e profissionais de diferentes especialidades.

Ciências Aeronáuticas também abre caminhos fora do cockpit

Outro aspecto importante apresentado pelo comandante é que nem todas as pessoas que cursam Ciências Aeronáuticas precisam, necessariamente, seguir a carreira de piloto.

A formação pode contribuir para o desenvolvimento de profissionais interessados em diferentes segmentos da aviação, especialmente nas áreas de:

  • gestão aeroportuária;
  • administração de empresas aéreas;
  • planejamento operacional;
  • segurança operacional;
  • atendimento e operações aeroportuárias;
  • gerenciamento de equipes;
  • logística;
  • consultoria;
  • projetos relacionados ao transporte aéreo.

Cada função possui requisitos próprios, que devem ser observados pelo candidato. Algumas atividades operacionais regulamentadas, como a de despachante operacional de voo, dependem de formação, licença ou certificações específicas.

Por isso, a graduação deve ser entendida como uma ampliação das possibilidades profissionais, e não como uma habilitação automática para todas as funções do setor.

Para quem ainda não possui condições financeiras de realizar imediatamente todas as etapas práticas da formação de piloto, atuar em outras áreas da aviação pode representar uma forma de conhecer o mercado, construir relacionamentos profissionais, adquirir experiência e planejar os próximos investimentos na carreira.

“Existem outras oportunidades no mercado de trabalho que podem ser portas de entrada para quem quer começar na aviação e ainda não conseguiu investir em todas as horas de voo.”

Aprender, trabalhar e construir a carreira gradualmente

A formação de um piloto exige planejamento. Além do conhecimento teórico, o profissional precisa investir em exames, instrução prática, horas de voo, licenças e habilitações.

Essa realidade faz com que muitos estudantes construam suas trajetórias de maneira gradual: começam a trabalhar em atividades relacionadas ao setor, aprofundam seus conhecimentos, desenvolvem uma rede de contatos e organizam financeiramente as próximas etapas da formação.

Nesse contexto, uma graduação pode contribuir para que o estudante não permaneça limitado a uma única possibilidade profissional enquanto se prepara para alcançar o cockpit.

O conhecimento acadêmico também pode ser útil para pilotos que, no futuro, desejem assumir funções de liderança, instrução, gestão, segurança operacional, administração ou coordenação de equipes.

Por que estudar mesmo depois de anos de profissão?

A decisão do comandante Rogério Mercaldi demonstra que experiência prática e formação acadêmica não são caminhos concorrentes.

Ao contrário, a experiência ajuda o estudante a compreender a aplicação prática do conteúdo, enquanto a graduação organiza conhecimentos, apresenta novos conceitos e amplia a capacidade de avaliar situações profissionais.

Depois de anos atuando na aviação executiva, o comandante buscava uma instituição que atendesse a alguns critérios importantes:

  • reconhecimento e experiência no mercado;
  • formação em nível de bacharelado;
  • ensino voltado ao setor aeronáutico;
  • possibilidade de conciliar estudos e rotina de voos;
  • modalidade de ensino flexível;
  • apoio acadêmico e presença em diferentes localidades.

Devido à sua rotina profissional, marcada por viagens e escalas variáveis, a possibilidade de estudar a distância foi determinante em sua escolha.

Flexibilidade para quem possui uma rotina fora do convencional

Profissionais da aviação nem sempre possuem horários fixos. Voos, escalas, deslocamentos, pernoites e mudanças operacionais podem dificultar a frequência em um curso tradicional realizado diariamente em sala de aula.

Por esse motivo, o comandante optou pelo curso de Ciências Aeronáuticas da AEROTD, oferecido na modalidade EaD semipresencial, com aulas ao vivo e momentos de interação com professores.

As atividades presenciais obrigatórias seguem o calendário acadêmico e as normas educacionais aplicáveis. Dessa forma, o estudante precisa consultar previamente a instituição para conhecer a organização das aulas, avaliações, polos e demais atividades do curso.

“Minha rotina é muito puxada, pois estou voando quase todos os dias. Eu precisava de uma faculdade reconhecida, com experiência no mercado, que oferecesse bacharelado e uma modalidade compatível com a minha agenda.”

A flexibilidade, entretanto, não significa ausência de compromisso. Estudar a distância exige organização, participação, disciplina e responsabilidade com prazos, avaliações e atividades acadêmicas.

Experiência profissional e formação acadêmica podem voar juntas

A trajetória compartilhada pelo comandante reforça uma importante mensagem para quem deseja ingressar ou crescer na aviação:

Nunca é tarde para aprofundar conhecimentos e investir na própria formação.

A graduação em Ciências Aeronáuticas não elimina as etapas práticas exigidas para se tornar piloto, não substitui as licenças da ANAC e não garante, por si só, uma vaga em uma companhia aérea.

Por outro lado, ela pode:

  • ampliar a compreensão sobre o setor;
  • fortalecer o currículo;
  • desenvolver competências de gestão e liderança;
  • preparar o profissional para processos seletivos;
  • abrir possibilidades de atuação além do cockpit;
  • contribuir para decisões mais conscientes sobre a carreira.

Seja para quem está começando, para quem ainda está planejando as horas de voo ou para profissionais experientes, a educação continuada permanece como uma das formas mais consistentes de acompanhar as transformações da aviação.

Conheça o curso de Ciências Aeronáuticas da AEROTD

O bacharelado em Ciências Aeronáuticas da AEROTD é destinado a pessoas que desejam desenvolver uma visão ampla, estratégica e profissional sobre a aviação civil.

Com uma metodologia preparada para atender estudantes e profissionais que precisam conciliar formação acadêmica, trabalho e rotina pessoal, o curso reúne conteúdos relacionados à gestão, às operações e aos desafios do setor aeronáutico.

Conheça a estrutura curricular, a modalidade de ensino, os polos disponíveis e as condições de ingresso diretamente na página oficial do curso de Ciências Aeronáuticas da AEROTD.

Dê o próximo passo na sua carreira na aviação

Investir em formação acadêmica pode ampliar conhecimentos, fortalecer o currículo e abrir novas possibilidades dentro do setor aeronáutico.

Converse com a nossa equipe, tire suas dúvidas e descubra como iniciar sua formação na área da aviação.


Fontes consultadas:

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. RBAC nº 61: licenças, habilitações e certificados para pilotos. Brasília, DF: ANAC, 2024. Disponível no portal da Agência Nacional de Aviação Civil. Acesso em: 15 jul. 2026.

AEROTD FACULDADE DE TECNOLOGIA. Ciências Aeronáuticas. Florianópolis: AEROTD, [s.d.]. Disponível no site institucional da AEROTD. Acesso em: 15 jul. 2026.

AEROTD FACULDADE DE TECNOLOGIA. Como funciona o curso de Ciências Aeronáuticas EaD. Florianópolis: AEROTD, [s.d.]. Disponível no site institucional da AEROTD. Acesso em: 15 jul. 2026.

BRASIL. Governo Federal. Obter licença para exercer a atividade de Piloto Comercial — avião, helicóptero ou dirigível. Brasília, DF: Governo Federal, [s.d.]. Disponível no Portal Gov.br. Acesso em: 15 jul. 2026.

LATAM AIRLINES BRASIL. LATAM abre mais de 160 vagas para pilotos no Brasil. São Paulo: LATAM Airlines Brasil, 9 jun. 2025. Disponível na sala de imprensa da LATAM. Acesso em: 15 jul. 2026.

MERCALDI, Rogério. Perfil profissional @ro.mercaldi. Instagram, [s.d.]. Perfil público dedicado aos bastidores e às experiências profissionais na aviação executiva. Acesso em: 15 jul. 2026.

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